quarta-feira, 28 de março de 2012

a ORIGEM do matador de funcionários públicos

eu disse que ela deveria pensar em alguma coisa bem rapidinho, que se ela não pensasse, além de morrer ela, morreria eu, e isso não podia ser.
foi com essa frase que começou nosso diálogo.
não pode ser.
na verdade, foi a segunda. a primeira foi um "bom dia", da minha parte.
não pode ser. não tá em letra de forma, tem que estar em letra de forma, se não não posso aceitar.
não tem outro formulário?
não. próximo.
peraí, como é que o próximo vai ser atendido se nao tem outro formulário?
próximo.
além do mais, a sra DIGITA essa merda dessa informação, esse papel não serve pra nada!
não serve pra nada?
é.
e a história, como fica? meu Sr, isso aqui não é somente uma secretaria extraordinária adjunta de procurações indiretas, isto aqui é parte de uma sociedade que compreende a importância de seus processos históricos e da conservação de seus documentos
então não pode ser mesmo.
não.

foi ai que coloquei fogo na história. travou tudo. nada funcionava. puxei a arma e a velha.
disse que ela deveria pensar em alguma coisa bem rapidinho, que se ela não pensasse, além de morrer ela, morreria eu, e isso não podia ser.

ela chorava, o resto do pessoal se estabanava.
se for você a alardear qualquer coisa você sai naturalmente da lista dos suspeitos.
fogo! fogo!

pensa em letra de forma, porra!
ninguém percebe quando atiro na velha, no buxo, pra cair as tripas e ela virar churiço.
atiro na porta e só percebem o resultado. saio correndo com a multidão
fogo!
fogo!
fogo!
tem uma senhora lá dentro, ela caiu e foi pisoteada.

faz um tempão, mas ainda gosto de lembrar..

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