da canção do she wants revenge.
Toc toc toc ninguém. Nem luz. Pó de café queimado no isqueiro disfarça o cheiro e eu disse tudo antes da maneira mais clara possível, mas um equívoco é um equivoco e vai entender o que zumbia no rádio do cara que pilotava o enola gay. A literalidade das coisas pode estragar um plano de anos e cria-se tanta metáfora e disfarce que na hora que se quer dizer algo que seja direto e simples acaba virando uma abstração, tipo vamos foder ou vou foder com você. A diferença é enorme, mas o verbo fica maior que a intenção, entende. Daí até explicar que alhos não são bogalhos a merda pode estar fedendo tanto que nem todo o café do mundo esconde; não tenho culpa se ela queria me foder e eu foder com ela, nem era bem isso. Nessas horas que se diz o que vem à cabeça há de se tomar cuidado ou ter graduação de coma com o tom e os sons das coisas. Tem gente que não sabe diferenciar e periga da palavra dita aos berros ou bem baixinha, ao pé do ouvido, sem muito compromisso com o sentido, virarem um imperativo imediato.
Tipo me rasga toda.
Tipo ela morta no chão.
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