cabelo de milho disse que o cara mataria uma galinha se ela tivesse com fome.
ela tem medo de galinha e eu sabia, mas o cara era mais pescador que agricultor. ela disse que era tudo e que queria aceitar, mas acabou por dizer nada. era só um interior e ela faria tudo que se faz numa cozinha e tudo que se faz numa casa quando o confinamento nela é o que resta.
sem esmaltes, mas tava bom.
o que ele quer comer, pesca, ela deve ter me dito assim. sem as maldições da titularidade, aquela coisa de ultrapassar o entendimento.
quando quero vomitar, finjo que é bocejo... nem sempre passa, mas dá a segurança de que o máximo que me acontecerá e a cara de kiko e a mudez de soslaio. nem sempre tenho a melhor informação pra dar em troca, minha história fica menos na mínha memória que as dos outros. vai que um dia aprendo a pegar peixes e passo a não entender o que antes entendia de porque a menina não ficou por lá, se tinha tudo e tudo era pouco, mas era tudo.
a desgraça é uma via de mão dupla.
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