Rio alto e conversamos animadamente sobre futebol, churrasco e mulheres.
O time que ele torce fica sendo o meu time, a carne que ele prefere também me faz gosto e as meninas que ele gosta de frequentar por alguma coincidência são as que me apetecem.
Assim a tarde passa, lenta, indiferente ao burburinho em volta, às pessoas de cara amarada, à fila, ao café que esfria, ao sol que baixa.
Até que ele me pergunta, afinal, o que eu estou fazendo lá.
Trabalhando, digo.
E lhe enfio um lápis orelha a dentro.
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