quarta-feira, 28 de março de 2012

obsessão e morte em Odair José e Zé do caixão

Zé do caixão é um clássico personagem de terror, mas quem tem o nome no título é o Odair, josé... o terror das empregadinhas.
Em Odair se confunde ternura com terror e o pobre Mojica fica relegado à cova da comédia, o que é uma grande injustiça.
No frigir dos ovos, no cagar dos pintos, estão os dois em busca da mesma coisa... do amor.
Odair de forma mais descarada, tendo o amor como seu único e exclusivo assunto, por todas as vias (isso mesmo) e sem restrição de classe ou estamento social. Odair ama porque o amor é inevitável, ama porque, se dão, o cara tem que comer.

Já Zé do Caixão busca o amor por sua forma mais fatal, mais biológica... o rebento!
Zé se realiza e existe através do filho perfeito, daquele que dará continuidade à sua obra (mesma obra da qual ele nunca falou. Muito prudente o Zé: de nada vale uma obra deixada pela metade), e para isto precisa encontrar a mulher perfeita, gostosa e com sangue de barata (num erro de cálculo fudido. Zé deveria procurar uma mocréia, mocréia com um recessivo bom, porque mias com mais dá menos!). Zé tem o amor na base da taca e do chicote, canta mulher do amigo e mata o amigo se a mulher não liberar, pro Zé ou dá ou desce, é um amor cru, movido pelo mais básico instinto e preceitos bíblicos.

No mesmo caso cai o Odair, que para falar de amor tem sempre que falar de parto.
É um “pare de tomar a pílula” (empata parto), “um então vi você morrendo sem puder me despedir” (parto trágico), “hoje ela está comigo e esperando um filho meu” (parto eminente), “na hora do parto eu chorei” (parto da globo).
O amor sem filhos não é amor para Odair, se Odair faz, Odair assume. Odair se rebela com o mundo, com a tecnologia, com a sociedade, com deus que inventou a regra mensal e com as fêmeas que não liberam a bacurinha e não admitem que o amor para Odair é no osso, e venha o que vier!

Enquanto isso Zé do caixão come um monte de gente e nada vinga, quando vinga ele mata porque a mulher não consegue dormir com caranguejeiras ou alguém mata porque a mulher já era de outro.


Olhando pros dois agora, fudidos, depois de fazer um monte de coisas, o Zé que se deu de bem. Ao menos pensão ele não vai ter que pagar!

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