quarta-feira, 28 de março de 2012

Lembranças do bigurrilho da alegria

não sei quantos anos faz que eu vou no bigurrilho da alegria. de primeira foi uma festa que tava rolando quando eu passava em algum lugar e esse passar acabou virando tradição. nunca sei quando ou onde é o baile antes de estar quase nele.
esse ano foi a hegle que me disse, via msn, duas horas antes do baile começar, e ano passado eu conheci a hegle no mesmo baile. engraçado.
cibelle tinha umas engrenagens nas costas e acho que ganhou o concurso, o primeiro era num lugar bem pequeno, mas já estavam lá as pessoas que eu vejo todo ano: washington, valéria, meire (não sei se escreve assim) e, claro, eu morto de bêbado. a íris foi no primeiro e meire nos ajudou a abrir uma garrafa de alguma coisa. foi uma época muito estranha, indeed. o mesmo ano que me veztio de camburão de terno pra sair na escola de cabelo de milho.

a karla ficou zangada, mas eu e o sanchez pegamos carona ou fomos abduzidos por duas figuras engraçadas na frente do icbeu, onde eu fiquei por anos e anos sentado enquanto havia aula e onde motoqueiro ganhou a queimadura na perna que acabou lhe dando a apelido e onde pedrinho maluco chegou uma noite com a notícia bombástica que vike vykern havia matado euronimous. não me perguntem quem são, ou como se escreve o nome deles.
uma das garotas insistia que me conhecia e eu dizia "é provlaél, é provável". o bigurrilho é o universo paralelo do inesperado. ano passado também cheguei em casa às seis, num carro lotado de desconhecidos (acho que alguém lá me conhecia). joguei confetes na karla. foi bom.

e júlia fumou um baseado enorme no bar do porto 3 anos atrás, com um Sr júlia, que era simpático e não freakado, alguns são. no ano anterior eu fui de pastor com a minha farda do trabalho e uma Veja, com a qual batia nas pessoas, o marido da sandra ficou zangado comigo, mas lembrei dele e dela um dia desses quando passava o mandrake na TV.

ano passado eu saía do trabalho (que já era outro) e meu ex-chefe, que pegava (e pega) a minha sogra, disse que não dava pra me deixar em casa (pois tinha "um encontro") e que o mais perto que eu poderia ficar era ali, na praia grande, à meia noite. a candy foi ótima e tinha a marla que me xingou porque eu a chamei de FP por email (ela era). rosberg nos defendia, mas num teve jeito. pepper tinha uma fantasia massa e acabei no baile do vandico, numa DR com o joão, antes das meninas que eu não conhecia decidirem me deixar em casa. obrigado.

quando inventaram de usar a casa do maranhão, muita gente reclamou. antes o baile tava escondidinho no centro de cultura e tinha um sentimento de exclusividade, não me estranha que metade dos frequentadores era historiador, ano passado a glória tava meio triste, esse ano ela não foi, mas marize reforçou o convite pra cabocla leidiane e a menina que fica com o luciano (a thais) tem dificuldade em falar palavrões, mas é uma figuraça!

me cobraram um tal de convite na entrada e eu, ludovicense de merda, disse que ia no baile desde o primeiro e que nunca me pediram convite nenhum, que eu era sócio deste baile como era sócio do clube da saudade.
termina de tomar tua cerveja e entra aqui pelo lado.
era a quarta cerveja.
acho que subi no palco denovo.
sanchez dormiu aqui, mas virou abóbora de manhã.

o casino tem esse tamanho surreal, que funcionou bem pro baile, mas no nosso primeiro encontro de rpg, mais de 10 anos atrás, pareceu um estádio, como aquilo foi divertido. tinha muita luz no casino quando a gente atravessava a ponte de madrugada, andando, pra beber na praiagrande depois de tocar no bento que como o casino, hoje é um clube de reggae.

tem umas partes que eu queria lembrar desses anos todos. sempre fica uma névoa, mas hoje eu planto duas variedades de boldo. alguma culpa. liguei pro lucap bem tarde, mas ele não atendeu.
minha carteira sumiu.

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